Ao longo dos anos, diversos setores da economia – majoritariamente masculinos – perceberam uma maior participação feminina no seu quadro de funcionários. Infelizmente esse não foi o caso do transporte rodoviário, em que a presença das mulheres nos setores operacionais e de gestão ainda é quase nula.
Porém alguns programas, reunindo diversos setores da sociedade, vem tentando mudar esse quadro, especialmente à medida que tentam criar uma melhor formação e condições favoráveis de trabalho para a mulher na estrada.
A seguir vamos falar um pouco mais desses programas, dos seus desafios e das mudanças necessárias para que a participação feminina no setor rodoviário não seja mais um desejo, e sim uma realidade.
Participação feminina no transporte rodoviário

Apesar das conquistas femininas nas últimas décadas e da maior participação de mulheres em ambientes de trabalhos tipicamente masculinos, a participação feminina no transporte rodoviário ainda é insignificante, especialmente se levarmos em conta duas posições primordiais: as operacionais e os cargos de gestão.
Segundo uma pesquisa para conhecer o perfil do caminhoneiro no Brasil, feita em 2019 e conduzida pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), cerca de 99,5% dos entrevistados eram homens. Logo, as mulheres representavam apenas 0,5% dessa comunidade.
Além disso, existem setores onde a participação das mulheres no transporte de cargas ainda é baixa, especialmente o operacional (motoristas, mecânicos, analistas e gerentes de logística e conferentes, por exemplo) e os cargos de gestão dentro das transportadoras..
Levando em conta que esse é um mercado envelhecido e com carência de profissionais, a participação feminina no transporte rodoviário pode representar uma mudança de paradigma, não só para as questões de igualdade de gênero, mas também para a melhor capacitação da profissão como um todo.
Evolução e mudanças recentes

Para mitigar essa situação de discrepância e aumentar a participação feminina no mercado de trabalho, especialmente nas funções operacionais, diversas iniciativas foram criadas nos últimos anos. A criação de programas como “A voz delas” e “Vez e Voz” partiram da necessidade de capacitar melhor as profissionais através de cursos preparados especialmente para suas necessidades.
Além disso, esses programas auxiliam na criação de melhores condições para as mulheres em diversos pontos da jornada do caminhoneiro, como melhores instalações nas transportadoras, postos de parada com banheiros que atendam as necessidades femininas e programas que visam melhorar a qualidade de trabalho para as motoristas.
A partir da criação de iniciativas como essas, foi possível perceber um aumento de interesse do público feminino pela profissão, aumentando a sua participação nos cursos e quadros de funcionários. Apesar de ainda serem números muito pequenos, o crescimento regular da participação feminina aponta uma perspectiva mais otimista para esse problema no futuro.
Benefícios da diversidade de gênero no transporte rodoviário

Além dos benefícios naturais de um local de trabalho diversificado como: diferentes perspectivas e experiências, resultando em maior criatividade, resolução de problemas mais eficaz e um ambiente mais inclusivo e acolhedor para todos os funcionários, a inclusão feminina no transporte rodoviário ainda traz benefícios financeiros a longo prazo para as companhias de transporte.
Empresas relatam que funcionárias mulheres contribuem para a redução do custo de manutenção, se envolvem menos em acidentes, possuem melhor qualificação e são mais atenciosas com clientes e colegas. Ou seja, investir na capacitação das mulheres no transporte rodoviário pode ajudar, e muito, na saúde financeira da empresa.
Desafios e obstáculos enfrentados pelas mulheres

As mulheres que trabalham no setor do transporte rodoviário enfrentam uma série de desafios e obstáculos em sua jornada. Primeiramente, a falta de representação é uma questão significativa, já que o setor é predominantemente masculino, o que pode fazer com que as mulheres se sintam isoladas e tenham dificuldade em se relacionar.
Além disso, a discriminação de gênero é uma realidade, com mulheres frequentemente enfrentando preconceitos no recrutamento, promoção e remuneração, elas acabam sendo subestimadas em suas habilidades e enfrentando estereótipos negativos.
A falta de políticas de inclusão também é uma questão relevante. Muitas empresas do setor não possuem políticas específicas para promover a igualdade de gênero e apoiar as mulheres em suas carreiras, o que pode limitar suas oportunidades de progressão profissional. Da mesma forma, o acesso a oportunidades de formação e desenvolvimento pode ser restrito para as mulheres, o que impacta diretamente em suas chances de avanço na carreira.
Perspectivas futuras

Apesar da grande desigualdade de gêneros encontrada no setor como um todo, as perspectivas para o aumento da participação feminina no transporte rodoviário estão, aos poucos, se tornando positivas. Com maiores oportunidades de capacitação e com o esforço de empresas e entidades para a criação de condições favoráveis para a inclusão das mulheres nesse mercado de trabalho, é possível acreditar que acompanharemos um avanço da participação feminina nos próximos anos.
Contudo é preciso que essa seja uma preocupação contínua, que as medidas para inclusão das mulheres no setor sejam constantemente cobradas e que programas de inclusão sejam feitos de forma pragmática e coerente. Apenas com um esforço conjunto de instituições, empresas e sociedade é que poderemos mudar esse quadro ainda tão longe do ideal.
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